OLHO NA
PALMA DAS MÃOS
... OS
SULCOS DA MINHA VIDA
Olho a palma das minhas
mãos, cheias de sulcos compridos,
Com outros até mais
profundos... mas um pouco já esbatidos,
Como se cada um deles
quisesse, algo da vida mostrar...
Pois dizem os adivinhos,
que nas mãos conseguem ler,
E se forem bem
estudadas, até o próprio futuro saber,
Mas a verdade... é que o
meu futuro, eu nunca quis estudar.
Hoje, com a idade, duma
outra forma estou olhando,
Pois sinto o final da
vida, já de mim se aproximando,
E não sei, mas olho p’ra
este sinal... com uma outra visão...
Porque não me lembro se
ele, na linha da vida, já cá estava,
O que me levaria a
pensar, que a vida, era ali que terminava,
E eu já não teria muito
tempo... nem tão pouco salvação.
Por isso, e como hoje
sinto o fim da vida se aproximando,
P’rá linha da vida, duma
outra forma curiosa, fico olhando,
E não sei se o sinal
quer dizer que é ali que a vida vai acabar...
Mas se for, sinceramente
que isso não me causa preocupação,
Porque aquele sinal na
linha, poderá ser uma interrupção,
Só que logo recomeça e
me diz... que a vida vai continuar.
(J. Carlos - Março. 2010)
Foto de Cida Garcia

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