terça-feira, 4 de junho de 2019

A minha caneta velhinha


A MINHA 
CANETA VELHINHA


Esta minha caneta velhinha, vai nestas folhas escrevendo,
Mas bem lentamente... de certa forma já devagar e tremendo,
Sem eu saber se é dela, ou da minha mão enfraquecida...
Pois neste tempo todo, ela sempre me acompanhou,
Viu a alegria no meu rosto... mas também o que ele chorou,
Quando entoava uma poesia, numa voz triste... dorida.


Também viveu horas de loucura... as que só a poesia sabe dar,
E escreveu tantos poemas... p’ra depois logo os ver rasgar,
Com uma servidão, só sentida, por esta minha caneta velhinha...
Por isso, já que também os meus poemas, vou levar no coração,
A alguém irei pedir, para a lançar p’ra dentro do meu caixão,
Pois não gostaria de a deixar... nesta vida... aqui sozinha.


(J. Carlos – Julho 2010)
imagem da net

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