A MINHA
CANETA VELHINHA
Esta
minha caneta velhinha, vai nestas folhas escrevendo,
Mas
bem lentamente... de certa forma já devagar e tremendo,
Sem
eu saber se é dela, ou da minha mão enfraquecida...
Pois
neste tempo todo, ela sempre me acompanhou,
Viu
a alegria no meu rosto... mas também o que ele chorou,
Quando
entoava uma poesia, numa voz triste... dorida.
Também
viveu horas de loucura... as que só a poesia sabe dar,
E
escreveu tantos poemas... p’ra depois logo os ver rasgar,
Com
uma servidão, só sentida, por esta minha caneta velhinha...
Por
isso, já que também os meus poemas, vou levar no coração,
A
alguém irei pedir, para a lançar p’ra dentro do meu caixão,
Pois
não gostaria de a deixar... nesta vida... aqui sozinha.
(J. Carlos –
Julho 2010)
imagem da net

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