COM ESTAS MINHAS
MÃOS
O TEU ROSTO, EU
MOLDEI
Foi
com estas minhas toscas mãos, que naquele barro moldei,
A
expressão da beleza e amor… que no teu rosto encontrei,
E
que levava toda a gente, admirada, a ficar por lá parada...
Mas
como tal milagre, nesse monte de tosco barro, aconteceu,
Eu
não sei, nem ninguém a uma tal pergunta respondeu,
Pois
só sei que toda a gente olhava e por lá ficava extasiada.
Hoje,
que p’ra sempre… de junto de mim partiste,
Naquele
monte de barro a tua beleza já não existe,
E
toda a magia também de lá desapareceu...
E
toda a gente olha... mas só eu vejo a dor do meu sofrer,
Porque,
tudo o mais que não existe, já ninguém consegue ver,
E
de lá todo o encanto da tua beleza, para sempre se perdeu.
Mas,
para que o tempo não leve esta minha recordação,
A
letra deste meu fado vou gravar no barro com emoção,
Para
que toda a gente possa ler, e se o sentir, até chorar...
Porque
a doçura do teu rosto, com o meu amor irá partir,
E
mais ninguém, como eu, tal coisa irá sentir,
Apenas
irá saber… por esta poesia… que aqui irei gravar.
(J. Carlos –
Novembro. 2005)
imagem da net

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