quinta-feira, 6 de junho de 2019

Com estas minhas mãos o teu rosto, eu moldei


COM ESTAS MINHAS MÃOS
O TEU ROSTO, EU MOLDEI



Foi com estas minhas toscas mãos, que naquele barro moldei,
A expressão da beleza e amor… que no teu rosto encontrei,
E que levava toda a gente, admirada, a ficar por lá parada...
Mas como tal milagre, nesse monte de tosco barro, aconteceu,
Eu não sei, nem ninguém a uma tal pergunta respondeu,
Pois só sei que toda a gente olhava e por lá ficava extasiada.



Hoje, que p’ra sempre… de junto de mim partiste,
Naquele monte de barro a tua beleza já não existe,
E toda a magia também de lá desapareceu...
E toda a gente olha... mas só eu vejo a dor do meu sofrer,
Porque, tudo o mais que não existe, já ninguém consegue ver,
E de lá todo o encanto da tua beleza, para sempre se perdeu.



Mas, para que o tempo não leve esta minha recordação,
A letra deste meu fado vou gravar no barro com emoção,
Para que toda a gente possa ler, e se o sentir, até chorar...

Porque a doçura do teu rosto, com o meu amor irá partir,
E mais ninguém, como eu, tal coisa irá sentir,
Apenas irá saber… por esta poesia… que aqui irei gravar.


(J. Carlos – Novembro. 2005)
imagem da net

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