EL – REI
O CONQUISTADOR
Estou
pensando no filho daquela mãe, que com ela guerreou,
Porque
o poder real e um reinado, lhe queria conquistar...
E
em tal guerra, com sua mãe, um dia nesta vida ele andou,
Que,
de tal gesto e tal acção, nem eu sei bem o que pensar.
Depois
que esse pequeno condado, lá no norte conquistou,
Doutras
guerras, e conquistas... não conseguiu mais parar,
E
assim, aquele pequeno reino, aos poucos ele aumentou...
Empurrando
os povos árabes, daqui... para o outro lado do mar.
De
seu cognome, na história, chamaram-no de conquistador,
E
a sua vida terrena, em verdade, foi feita p’ra guerrear...
Pois
nas lutas que travou, empenhou um tal ardor,
Que
d’um condado pequenino... um país, conseguiu por cá formar.
Mas
o tempo não perdoa, e tudo nesta grande terra mudou...
E
hoje o seu nome, é só mais um nome, para a gente recordar,
E
lá no norte uma figura guerreira como estátua lá está e lá ficou,
E
por lá muita gente passa e olha... só pelo gesto de olhar.
(J.
Carlos – Fevereiro. 2004)
imagem
da net
Don Afonso Henriques
(1109 – 1185) depois de defrontar e vencer as tropas de sua mãe D. Teresa de
Leão, na batalha de São Mamede em 1128 e, posteriormente, em 1139 obter uma
estrondosa vitória contra os mouros, auto-proclama-se Rei de Portugal, sendo o
seu reconhecimento dado pelo Papa e pelo rei de Leão e Castela em 1143,
portanto sendo esta a data da Independência de Portugal.

... e, assim nasceu "Este Nosso Belo País à Beira-Mar Plantado".
ResponderEliminar... e, na poesia deixo, a minha recordação desse momento... que o tempo levou!!!
J. Carlos