QUE MALDITA… SEJA A
POBREZA
Que
maldita seja a pobreza, que à terra se agarrou,
E
mesmo que muito chova, a água não a consegue levar,
E
muitas das vezes pergunto, quem foi que por cá a semeou,
Porque
a muitos engordou… e a outros continua a engordar.
E
mesmo ao lado, a riqueza, também lá está morando,
Mas
ela é bem controlada… para não se alastrar,
E
é duma estirpe especial, que dos pobres se vai alimentando,
Mas
sempre atrás de muros vivendo… para não se misturar.
Só
que da forma, como tudo nesta terra caminhou,
Sinto
que os ricos, com a sua riqueza, se estão preocupando,
Pois
como a pobreza, já em erva daninha se transformou,
Não
vai tardar que ela, da riqueza se possa ir apoderando.
E
então, quando esse dia, um belo dia estiver chegando,
Ai
dos que são ricos… e que aos pobres não quiseram ajudar,
Porque
a pobreza irá tudo destruindo, e de tudo apoderando,
Até
ao dia em que a pobreza e a riqueza... se irão cá misturar.
(J.
Carlos – Março. 2004)
imagem
da net

... e as ervas daninhas da miséria... continuam a aumentar.
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“Há famílias que têm vergonha de pedir ajuda”. Nova onda de pobreza em Portugal dispara pedidos de apoio alimentar
20 set, 2020 - 18:10 • Sofia Freitas Moreira (edição) Reuters (imagens)