segunda-feira, 3 de junho de 2019

Os meus poemas são livres... são tão livres como o vento


OS MEUS POEMAS SÃO LIVRES...
são tão livres como o vento



Deixei a poesia sair da gaveta, onde eu sempre a guardei,
Pois senti que era o momento, dela, este mundo conhecer,
E ela, também queria partir... para onde eu não sei...
Só sei que ela partiu feliz, naquele dia, já no seu entardecer.


Soube que ela andou pelas vielas, cantada no velho fado corrido,
E que noutras terras distantes... até veio a ser dançada,
Sei que também foi entoada, por um coração bem sofrido,
E por um velho guitarrista, tocando uma triste guitarrada.


E que também lá nos montados, meus poemas foram cantados,
Pelas ceifeiras, que na ceifa, as espigas apanhavam...
E em histórias para os netos, eram pelas avós transformados,
Enquanto eles adormeciam... e com os anjos sonhavam.


Sei que pelos pastores, lá das serras, foram eles também ouvidos,
Pois que o vento trouxe o eco, que das montanhas descia...
E foi então que a minha poesia foi sentida p’los meus sentidos,
Com aquela outra forma de sentir... como eu nunca sentia.


E por muito que eu chore... tal coisa já não lamento...
Apesar de estar bem triste... por a minha poesia me ir deixar,
Pois afinal no coração só desejo, que seja tão livre como o vento,
Para com ele poder partir... para onde o vento a quiser levar.


(J. Carlos – Maio. 2010)
imagem da net

1 comentário:

  1. ... simplesmente deixa, que a tua poesia, corra livremente p'ra fora do teu coração.
    ... deixa que ela seja tão livre... como o vento que passa.
    Fraterno abraço p'ra quem a minha poesia leia!
    JC

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