A TERRA...
COM DORES, TANTO TREMEU
A terra de novo tremeu... em convulsões bem estranhas,
Parecendo até bem zangada... com muitas dores nas entranhas,
Quem sabe se provocadas, pelo mal que tanto já lhe fizemos...
E os ventos, também zangados, os ais p’ra longe levaram,
Dos gritos que os moribundos, naquele momento lançaram,
E dos que a habitavam... e de quem nada mais soubemos.
Depois veio a realidade, com o caos a se instalar,
E veio também a confusão, com tantos só em si a pensar,
Outros roubando porque tinham fome, sem saberem o que fazer...
E no meio dos escombros e da tremenda e triste gritaria,
A garotada, inocente, meio assustada e com fome... corria,
Tantos deles, sem na sua terra, alguém os voltar por lá a ver.
E depois da tremenda confusão, nada mais se pode fazer,
Senão apenas, aos que ficam vivos, e às crianças... proteger,
Para outras coisas mais graves não se virem a verificar...
E como neste nosso país, também alguém um dia teve que dizer,
Aos vivos... teremos que os ajudar a de novo na sua terra viver,
E aos mortos... com eles, a nossa tristeza, numa vala enterrar.
(J. Carlos – Março. 2010)
Livro 3 (Sentimentos… da Minha Alma)
Imagem da Net
Terramoto em HAITI em 12 de Janeiro de 2010
Lembrando com tristeza as vitimas deste terrível terramoto de grau 7 na escala de Richeter que atingiu, em especial, a capital Porto Príncipe e em que as mortes podem ter ultrapassado as duzentas mil pessoas.
Hoje um dos grandes dramas resultantes é o de inúmeras crianças órfãs, abandonadas na porta dos hospitais. O número de deslocados pode chegar a um milhão de pessoas.
Lembrando com tristeza as vitimas deste terrível terramoto de grau 7 na escala de Richeter que atingiu, em especial, a capital Porto Príncipe e em que as mortes podem ter ultrapassado as duzentas mil pessoas.
Hoje um dos grandes dramas resultantes é o de inúmeras crianças órfãs, abandonadas na porta dos hospitais. O número de deslocados pode chegar a um milhão de pessoas.

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