DE BENGALITA NA MÃO
Olhei o homem, caminhando, de bengalita na mão,
Devagarinho, para não tropeçar nas pedras do chão,
Pois se cair, será que se pode alevantar…?
E penso p’ra comigo que a idade não perdoa,
E que sempre atinge uma qualquer pessoa,
Se, no caminho, uma simples doença não o derrubar.
E a bengala vai o chão tacteando,
Lentamente, não fique nalguma coisa tropeçando,
E ele deve querer chegar bem, ao seu destino…
E penso: o que este homem, na vida, já terá feito…?
Pois pelo seu andar, encurvado e daquele jeito,
Não consigo saber como era em jovem, ou em menino.
Ai… como a vida parece longa, mas é passageira,
Em que a percorremos de uma qualquer maneira,
Sem olhar-mos o tempo que passa, com atenção…
Mas ele é bem curto e um dia… já passou,
E quando damos conta, a vida muita coisa levou,
E felizes seremos se tivermos… uma bengalita na mão.
(J. Carlos – Junho 2016)
Imagem da Net

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