terça-feira, 2 de julho de 2019

O tempo... dos tempos que passaram


O TEMPO...
DOS TEMPOS QUE PASSARAM



Acordei, pensando no tempo dos tempos, que tão bem souberam,
Em que ainda jovem menino, na rua então brincava,
Com qualquer coisa, ou amigo, que na minha rua passava,
Fazendo brinquedos, que os miúdos ricos, na vida nunca tiveram.


Os carros e trotinetas, de velhas rodas de esferas, construíamos,
E as ruas inclinadas, eram pistas que escolhíamos para andar,
Mas quando as fisgas, de galhos de madeira, nós fazíamos,
Era sempre com a ideia, de nos pardais, tentar neles acertar.


As sarjetas, das velhas ruas, até p’ra balizas serviam,
Quando de hóquei em campo, na rua, estávamos p’rá li jogando,
Aproveitando as meias velhas, p’rás bolas que íamos chutando,
Entre portas de vizinhas, que de balizas verdadeiras nos pareciam.


Também ás “púrrias” nós ás vezes guerreávamos,
Procurando, ao “inimigo” do outro bairro, o terreno conquistar,
Terreno que lá ficava, e onde todos nós depois por lá passávamos,
Esperando, por outras “púrrias”, p’ra noutro dia de novo começar.


São momentos do passado, que alegremente estou recordando,
E tantas coisas lindas haveria ainda p’ra lembrar...
Mas os tempos passaram... e tudo o mais nesta vida irá passar,
E p’ra sempre esquecido ficará… o que hoje ainda estou lembrando.


(J. Carlos – Julho. 2006)
Livro 2 (Silêncios… da Minha Alma)
imagem da net

2 comentários:

  1. Malu Morais, Feliz pela sua visita, Muito Obrigado pelo simpático comentário.
    Fraterno abraço... D'Áquém-Mar.

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CAMINHANDO… pelas ruelas